Aceitar a resistência
Há alguns meses sinto a vontade de começar um blog sobre os meus processos internos, insights, conquistas, descobertas, angústias, medos, felicidade... Na verdade, de escrever sobre mim, da maneira mais crua, verdadeira e vulnerável de que sou capaz a cada momento.
Passaram-se meses, em que pesquisei qual a plataforma mais indicada (estudei as que me interessavam detalhadamente, comparei e voltei a comparar cada uma delas vezes sem conta...), li sobre vulnerabilidade, estruturei o conteúdo, passei dias a pensar no nome, passei noites a sonhar que já tinha o blog, e nesse tempo todo não escrevi uma linha.
Percebi que era a minha resistência, o medo de começar algo novo, a crença de que não o faria bem, de que não sei escrever, a obrigação paralisante de ser perfeito primeiro e só depois fazer e mostrar algo... No fundo, o medo de ser e de me mostrar vulnerável.
E hoje decidi escrever.
Sem saber sobre o que escrever, escolhi partilhar este momento. O da dúvida, o da falta de clareza e confiança e o de sentir/saber que nada disso interessa, são apenas pensamentos, crenças, hábitos...
Olá mundo, aqui estou eu, Edgar, hoje!